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Expectativas do mercado imobiliário

Em 2019 o setor volta a apostar no reaquecimento do mercado.

O ano de 2018 era esperado pelo setor imobiliário como o da retomada, o que não aconteceu tendo em vista as definições políticas que precisavam serem feitas. Muito embora, os percentuais seguirem o mesmo viés da desvalorização dos anos 2016 e 2017. Agora em 2019, o setor volta a apostar no reaquecimento do mercado.

O Secovi Rio acredita que a tendência é de crescimento para 2019

O Secovi Rio (Sindicato da Habitação) acredita que a tendência é de crescimento para 2019, ainda mais, considerando o aumento do teto para a compra de imóvel com FGTS para R$ 1,5 milhão e a ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com o presidente do Secovi Rio, Pedro José Maria Fernandes Wähmann, espera-se que a nova equipe econômica do Governo federal possa ajustar as contas públicas, gerar mais emprego, melhorar a renda dos trabalhadores e manter a tendência de queda dos juros aplicados nos financiamentos de imóveis.

O Panorama do Mercado Imobiliário, documento lançado pelo Secovi Rio em fevereiro desse ano, aponta melhoras gradativas e substanciais do setor imobiliário. Fatores como a queda da inflação, a diminuição da taxa de juros e de financiamentos e, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional têm contribuído para isso”. O mercado imobiliário tem notado um significativo aumento no índice de confiança de empresários e consumidores”, destaca Wähmann. O documento do Secovi Rio destaca um bom ano para quem quer vender ou comprar um imóvel e para quem quer investir no mercado.

COWORKING – A novidade desta edição Panorama do Mercado Imobiliário foi o crescimento de coworking no Brasil. A pesquisa mostra a quantidade de negociações entre 2017 e 2018, revelando um aumento de 18% em relação ao último ano, assim como os financiamentos contratados com recursos de caderneta entre janeiro e novembro de 2018, um aumento de 24,5% em relação ao mesmo período de 2017.

Os valores das salas comerciais, tanto para locação quanto para venda, tiveram queda, devido à crise econômica que assola o Estado do Rio. Foram muitos estabelecimentos fechados em 2018, além de demissões em massa, o que obrigou as empresas se reinventarem. Muitas delas investiram em uma nova concepção de trabalho: os ambientes corporativos comunitários, os conhecidos como coworking. Em 2015, haviam 238 espaços de coworking, e, em 2018, foi para 1.194 um crescimento de 402%.

O presidente do Creci RJ, Manoel da Silveira Maia, afirma que o panorama atual passa por novidades jurídicas que impactam o segmento. Ele cita a Lei 13.786/18 sobre os distratos imobiliários como uma mudança que pode alavancar o segmento da construção civil. “Com a aprovação da lei, o construtor não arcará mais com o prejuízo quase que total com a devolução de valores pagos aos adquirentes, em casos de desistência”.

Maia lembra ainda que o crescimento do mercado demandará sobretudo de boas perspectivas da esfera política/econômica, com o direcionamento consciente do incremento da construção civil.

Os números levantados no documento do Secovi Rio apontam para um cenário de que 2019 será bem melhor que 2018. O crescimento vem com um ritmo moderado, mas ele chega.⬤

 

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